DAIANE FAGHERAZZI

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Farroupilha, Rio Grande do Sul, Brazil
Formada em Letras/Português (PUCRS - 1998/2002) com Pós-Graduação no Ensino de Língua Portuguesa (PUCRS - 2003/2004) e Mestrado em Linguística Aplicada (PUCRS - 2006/2007).

quarta-feira, 9 de julho de 2014

AULA DA VIDA - GRATIDÃO E PERDÃO À FAMÍLIA

Aula da Vida: este foi o nome que criei para denominar um trabalho que desenvolvo há alguns anos e que faz muito bem aos educandos. Ela aborda principalmente o perdão e gratidão aos pais. É um trabalho feito com música ambiente, alunos em silêncio e bastante respeito aos colegas e seus sentimentos. 

Depois da atividade, muitos comentam que se sentem melhores, em paz, mais tranquilos. Há muita emoção e reflexão no momento em que estão de olhos fechados. 

Hoje, especialmente, a proposta foi um pouco diferente. Introduzi duas pessoas. As alunas deveriam pensar em alguém que as magoou e alguém que elas magoaram. Mentalmente deveriam pedir perdão e se reconciliar com essas pessoas. 

Após, as alunas sugeriram fazer uma homenagem para alguma colega da sala. Receberam uma folha e fizeram desenhos, frases, imagens e entregaram umas às outras. Foi um gesto muito nobre e mostrou sensibilidade por parte das meninas, uma vez que compartilharam a alegria que estavam sentindo naquele momento.


Eu, Daiane Fagherazzi, também fui homenageada. Obrigada, meninas, tenho muito orgulho de contribuir para a felicidade e sucesso de vocês.









terça-feira, 8 de julho de 2014

O elogio como caminho para o despertar da potencialidade humana - Prática diária no Centro Ocupacional

               Desenvolvemos um trabalho valorizando a inteligência emocional que, segundo a psicologia, é definida como o poder de identificar as emoções próprias e as dos outros, além de trabalhar cada uma delas. O indivíduo emocionalmente inteligente apresenta condições de estimular a si próprio e de seguir em frente mesmo diante das dificuldades, exercita a gratidão, encoraja os outros, colaborando para a participação de esforços coletivos.

           Reflexionando sobre esses assuntos, buscamos um trabalho diferenciado a fim de contribuir na formação de pessoas não somente cultas intelectualmente, mas que sejam emocionalmente capazes de lidar com os desafios diários de forma equilibrada e amorosa.
                Dentre as práticas que enaltecem o ser humano, evidenciamos a prática do elogio (caderno de elogio, frases positivas, jogos com elogios) que se fundamenta em elogiar as crianças e pré-adolescentes, estimulando a coragem, a capacidade, a persistência e a autoestima deles. 


           O elogio resgata o afeto. Dar e receber elogios tem relação com a autoestima. Ela está relacionada à maneira como a pessoa gosta de si mesma. 
            Para fortalecer o trabalho desenvolvido, criamos um painel para ser colocado em cada sala de aula e no salão principal:
Segunda-feira: Dia do Perdão
Terça-feira: Dia da Gratidão
Quarta-feira: Dia do Elogio
Quinta-feira: Dia do Coleguismo
Sexta-feira: Dia do Sorriso

        Depois do café da manhã, os jovens fazem uma atividade voltada ao tema do dia. Percebeu-se dedicação e comprometimento por parte deles e dos professores a fim de valorizar o ser humano. Pudemos constatar uma melhora no comportamento dos alunos. Muitos relatam que, inclusive em suas casas, já houve algumas mudanças no relacionamento entre pais e filhos. Entendemos, assim, que certas práticas contribuem de forma positiva na vida dos educandos.

Educadora Daiane Fagherazzi

terça-feira, 24 de junho de 2014

Reflexões sobre aprendizado de uma língua estrangeira


     Sabemos que motivação é uma força interior que se modifica a cada instante durante toda nossa vida. Ela direciona e intensifica nossos objetivos. Dessa forma, podemos dizer que a motivação é interna. O ser humano se motiva quando suas necessidades são todas supridas. Entre elas estão a autorrealização, a autoestima, entre outras. Dessa forma, se um indivíduo resolve estudar uma língua estrangeira, será muito mais prazeroso e significativo se ele estiver motivado a realizar essa atividade. 
      Quando se decide aprender uma língua estrangeira, muitas pessoas acreditam que devemos adquirir um conhecimento aprofundado da estrutura gramatical ou até gravar frases-modelo prontas para o uso. Cabe lembrar que quando falamos de um professor de língua estrangeira, na verdade falamos de uma pessoa que interage com a língua e a cultura que serão compartilhadas. 
  Um bom professor deve ter habilidades de comunicação que são mais importantes que a competência disciplinar. E não é aquele que sabe tudo, mas aquele que, por não saber tudo, é capaz de suscitar nos alunos a curiosidade, o interesse, o espírito investigativo, lançando-o a aprofundar e interagir com o conhecimento por vontade própria. Além disso, ele deve ser sensível ao estado psicológico dos alunos, deve ser capaz de estimular e despertar a atenção deles com caminhos diversos: refletindo, dramatizando ou minimizando eventuais problemas, criando expectativas, provocando o aluno com propostas desafiadoras. O professor é comunicativo na medida em que exprime seu lado afetivo e não permanece somente no plano cognitivo. 
   Bom professor é aquele que valoriza todas as potencialidades/habilidades do aluno. Não apenas transmite conhecimentos, mas motiva, articula, esclarece, faz o aluno construir e reconstruir situações. Ele cria e aplica atividades interessantes, ricas e variadas, em função das necessidades e realidades dos alunos. Se o professor adquire o papel de problematizador, ele pode fazer com que o aluno busque novas conclusões, novos caminhos no universo do aprender. 
  Pesquisador, perspicaz, didático, curioso, respeitador, criativo, amante do que faz, educador, atualizado, ético, dinâmico, incentivador, exigente, persistente, comunicativo, compreensivo, interessado, desafiador, eficiente, atencioso, sensível, flexível, positivo, alegre, pragmático são algumas palavras-chave do professor de sucesso.
   No quesito aluno, podemos pensar qualquer que um pode se tornar um bom estudante de idiomas. Basta ter o desejo profundo de aprender. Podemos dizer que a autoconfiança, a autotolerância, a perseverança, a participação, a ousadia são palavras que conduzem a um aprendizado significativo. Se o aluno observar, comparar, classificar, interpretar, criticar, imaginar, aplicar, concluir haverá talvez muito mais “tesão” em “vivenciar” uma outra língua. O que faz um aluno ser bom é pensar por si mesmo, estar disposto a questionar e ser capaz de resolver situações de forma independente. A criatividade, a habilidade, o caráter curioso são pontos importantes no processo de aquisição de uma língua. Outros aspectos importantes são a motivação, a busca pelo aprender sempre, perceber-se e perceber os outros, saber se comunicar, ter humildade, comprometer-se, valorizar-se, acreditar no seu potencial. 
  Do ponto de vista do ensino, enfatizamos que o professor precisa planejar, refletir sobre sua ação, pensar sobre o que faz, antes, durante e depois. Primeiramente as fases, os passos, as escolhas implicam situações diversificadas que estão presentes durante o acontecer em sala de aula. É válido o professor buscar novas técnicas a fim de realizar com seu aluno a aprendizagem. Com os avanços da tecnologia a ensino se torna mais dinâmico e instigante. As técnicas de ensino devem ser claras a fim de que se possa usá-las de modo a dinamizar o trabalho em sala de aula. 
  Avança-se mais quando se aprende a equilibrar planejamento e criatividade, organização e adaptação a cada situação, aceitando os imprevistos, gerenciando o que se pode prever e introduzindo o novo, o inesperado. 
   Daiane Fagherazzi

Trabalhos dos alunos do Centro Ocupacional e painel de valores humanos


Bandeiras dos países que jogam na Copa Mundial


Sala em ritmo de festa julina!


Obras dos alunos - criatividade e dedicação


Gostamos muito disso tudo!



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Penso, logo reflito!


Penso, logo reflito!

Informação? Demais. Tempo para tudo consumir? De menos.
O tempo para ver alguém e, aqui, digo de forma real, parece escasso. O mundo virtual engole o real.
O mundo real parece perder espaço. Se posso algo é no mundo virtual. Lá as possibilidades são infinitas. Lá sou ouvido, lido, “visto”. Ao menos acredito nisto.
Afeto no abraço? Não existe. Para quê? Se todos me dão atenção, mesmo às avessas?
Nada de olho no olho, nada sólido, nada duradouro. Tudo é dissolvido rapidamente a fim de que se possa consumir mais e muito mais coisas, informações, bens. E mais, sem parar.
Vale a pena? Penso que não, pois o vazio toma conta; não isso que traz a verdadeira alegria humana.
Talvez eu pergunte ao meus amigos virtuais. Ele são tantos. Um dia eles estão ali na telinha, no celular; outro dia desaparecem. É tudo muito estranho.
Vou atrás da Apple e acho que ela pode sistemar minha vida. Com certeza há um aplicativo para fazer isso.
Estou dominado pelas redes sociais onde eu vivo de forma fugaz, com pessoas me oferecendo amizades passageiras.
Onde eu estou?
Quem sou?
Sou o que dizem de mim ou sou o que penso que sou?
Penso, logo reflito...
Daiane Fagherazzi